Urgente: Coreia do Norte lança novo míssil que sobrevoa o Japão

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (11), uma resolução que determina novas sanções contra a Coreia do Norte.

"A Coreia do Norte redobrará os esforços para aumentar sua força para proteger a soberania e o direito à existência do país, e para preservar a paz e segurança da região estabelecendo o equilíbrio prático com os EUA", afirmou em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear do Juche".

A ONU já tomou medidas mais duras em relação à Coreia do Norte, mas depois de mais este míssil sobre o Japão, será pressionada a ser mais dura ainda. O artefato percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano, a quase 2.000 km ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido.

"O disparo do míssil da Coreia do Norte é uma nova violação das resoluções das Nações Unidas" que impedem a Coreia do Norte de aperfeiçoar armamento, escreveu Stoltenberg numa mensagem difundida pela rede social Twitter.

O lançamento de um novo míssil acontece depois que o Conselho de Segurança da ONU impôs nesta semana um novo pacote de sanções à Coreia do Norte pelo desenvolvimento de seu programa nuclear e balístico que incluiu um sexto ensaio nuclear, de uma potência sem precedentes nesse país.

Os cidadãos japoneses ficaram novamente em alerta diante da ameaça, sendo orientados a não se aproximarem de nenhum material que possa ter se desintegrado do míssil, uma vez que não se sabe se há material radioativo presente nos destroços.

"Devemos mostrar à Coreia do Norte que, se escolherem prosseguir com este caminho, não terão um futuro brilhante", sublinhou o líder japonês numa declaração a partir de Tóquio.

Seul respondeu com testes militares que incluíram o lançamento de mísseis Hyunmu no mar do Japão, segundo o ministério da Defesa.

No total, o míssil voou cerca de 3.700 quilómetros. O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, também convocou uma reunião de emergência sobre o assunto.

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