PGR rescinde delação de Joesley e Saud e quer ampliar prisão

Segundo a PGR, mesmo com a rescisão, as provas entregues pelos dois delatores permanecem válidas.

Batista e Saud tiveram a prisão temporária (pelo prazo de cinco dias) decretada em 8/9 e a ordem foi cumprida em 10/9.

Sobre a denúncia por organização criminosa feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal, contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o advogado Daniel Gerber que defende o ministro afirma: "Entendo como equivocada o oferecimento de uma denúncia com base em delações que estão sob suspeita, mas iremos demonstrar nos autos a inexistência da hipótese acusatória". Assim como Joesley, Saud não falou.

Em sua denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa o chefe de Estado brasileiro de ter formado, junto com outros políticos do PMDB, um grupo exclusivo para cometer crimes contra instituições públicas, em troca de propinas pagas pela empresa JBS, pertencente à J&F. O executivo será ouvido em audiência de custódia da Operação Tendão Aquiles, que investiga manipulação do mercado financeiro de Joesley e de seu irmão Wesley Batista. Para ele, ocorreu o descumprimento das cláusulas que proíbem a omissão deliberada, a má-fé, o dever de transparência entre as partes contraentes. Decisão precisa ser homologada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator do processo.

Foi rescindido o acordo de colaboração firmado por Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS com o Ministério Público.

Janot ainda comunicou a Corte sobre a rescisão dos acordos de colaboração dos dois executivos, que lhes garantiam imunidade penal, e pediu que as condutas ilícitas cometidas pelos executivos relacionadas a irregularidades do "quadrilhão do PMDB" na Câmara sejam avaliadas pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância. De acordo com eles, Janot teve uma "interpretação equivocada dos fatos". Uma suspeita de crime contra o senador constava de áudio de conversa entre Joesley e Saud que não foi inicialmente entregue no acordo de colaboração. Após a revelação da gravação, todos os envolvidos - incluindo o ex-procurador Marcelo Miller - foram ouvidos por horas pela entidade.

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