Ex-ministro Geddel pede para sair da prisão por 'risco de estupro'

No pedido, os advogados de Geddel mostram uma reportagem do portal de notícias falsas "A Folha Brasil", que apontava que detentos estariam emitindo "ameaças de estupro" dentro do Complexo da Papuda, contra "políticos que estão cumprindo pena" no local.

Na sentença, a juíza Lelia Cury, da Vara de Execuções Penais, afirmou que o ex-ministro não corre riscos na cadeia.

A juíza tomou a decisão pautada na afirmativa que a defesa de Geddel teria feito o requerimento utilizando-se de informações "especulativas" e "inverídicas" na petição. Ainda segundo a reportagem usada pelos advogados de Geddel, líderes de facções criminosas teriam mandado o recado para todos os presos por corrupção que seriam obrigados a prestar serviços sexuais aos internos.

"Um famoso ex-deputado já está 'casado' com um traficante". "Seus familiares estão pedindo intervenção da Justiça para que a violência e humilhação cessem o mais breve possível", pediu o advogado. Para o pedido de urgência, a juíza acredita que não tem competência para deliberar o pedido, uma vez que a decisão trata-se única e exclusiva da Justiça Federal. Ela disse também que seria impossível que os presos de seu bloco soubessem que o ex-ministro estava ali, uma vez que não tinham recebido visitas de familiares até então.

"Soa um tanto estranho que essas mensagens tenham sido dirigidas ao ora custodiado, quando sequer havia divulgação relativa à unidade prisional em que seria alocado, em especial porque a matéria jornalística traz alguma informações inverídicas sobre a realidade das unidades prisionais do DF, inclusive quanto ao número de refeições disponibilizadas aos custodiados", escreveu.

O ex-ministro foi preso na última sexta-feira, 8, após a Polícia Federal descobrir que escondia R$ 51 milhões em dinheiro vivo num apartamento em Salvador bem próximo ao local em que já cumpria prisão domiciliar.

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