Premiê do Japão diz que lançamento de míssil é inaceitável

"Devemos mostrar à Coreia do Norte que, se escolherem prosseguir com este caminho, não terão um futuro brilhante", defende Shinzo Abe, depois de uma quarta-feira a agência de notícias norte-coreana KCNA ter ameaçado "afundar" quatro ilhas do arquipélago japonês e prometendo atacar todos aqueles que apoiem os Estados Unidos.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas vai se reunir a portas fechadas nesta sexta-feira, 15, para tratar do mais recente lançamento do míssil da Coreia do Norte contra o Japão.

A ONU aprovou na segunda-feira o oitavo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, destinadas a isolar economicamente o país em resposta ao sexto e mais potente até à data ensaio nuclear, realizado a 03 de setembro.

Rex Tillerson, o secretário de Estado norte-americano, exigiu novas medidas contra a Coreia do Norte, alertando que "as provocações continuadas só aprofundarão o isolamento diplomático e económico" do país. Segundo análises preliminares, o míssil sobrevoou uma distância de 3.700 quilômetros e atingiu a altitude máxima de 770 quilômetros.

"Isto demonstra claramente que a Coreia do Norte dispõe de alcance suficiente - embora talvez não tenha a precisão - para aplicar o projeto Guam", completou.

De acordo com o governo japonês, o míssil sobrevoou a ilha nipônica de Hokkaido (norte) às 7H06 locais (19H06 de Brasília, quinta-feira) e caiu no mar a quase 2.000 quilômetros de sua costa. Se confirmado, este é o segundo míssil em menos de um mês disparado em direção ao Japão.

Tóquio ativou o sistema de emergência J-Alert em vários pontos da região norte do país.

A Coreia do Norte acusou o órgão da ONU de se ter convertido numa "ferramenta do mal" que serve os EUA, defendendo que em vez de garantir a paz e a segurança "destrói-a sem piedade".

Seul respondeu com testes militares que incluíram o lançamento de mísseis Hyunmu no mar do Japão, segundo o ministério da Defesa.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que dialogar com o Norte se tornou impossível.

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