NATO pede "resposta mundial" após lançamento de novo míssil

SÃO PAULO - (Atualizada às 20h24) Segundo o governo da Coreia do Sul e a TV japonesa NHK, a Coreia do Norte fez um novo lançamento de míssil em direção ao Japão, por volta das 6h57 da manhã desta sexta-feira (15) - noite de quinta (14) pelo horário de Brasília.

O clima na península coreana tem ficado cada vez mais tenso por conta da série de testes feitos pelos norte-coreanos. Segundo fontes militares sul-coreanas, ele teria voado por cerca de 3.700 quilômetros, a 770 quilômetros de altitude.

"A França está pronta a trabalhar, designadamente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e da União Europeia, no reforço das medidas destinadas a convencer o regime de Pyongyang que não tem qualquer interesse numa escalada, e conduzi-lo à mesa das negociações", referiu a porta-voz Agnès Romanet-Espagne. A medida incluiria a China, principal aliado de Pyongyang, a quem Washington acusa de fazer pouco para frear o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, caminham juntos em sua residência em Mar-a-Lago em Palm Beach, na Flórida Foto: JIM WATSON / AFPAcordo entre EUA e ChinaUm acordo entre os dois países parece uma boa opção, mas está distante.

"Essas provocações repetidas por parte da Coreia do Norte são inadmissíveis e nós protestamos nas palavras mais fortes", disse Suga.

Depois da "fúria e fogo" com que ameaçou os Estados Unidos, Pyongyang renovou hoje as ameaças contra Washington dizendo que iria reduzir o país a "cinzas e escuridão". A China e a Rússia também protestariam com vigor. O ensaio de 3 de Setembro deu origem a um distúrbio sísmico de magnitude 6,3 na escala de Richter, tornando-o assim na mais potente arma alguma vez testada pela Coreia do Norte, recorda a CNN. "Só então, a nação coreana poderá prosperar em um território unificado", afirmou o comitê norte-coreano.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, pediu nesta quinta-feira que a China use seu peso como principal fornecedor de petróleo para a Coreia do Norte para pressionar o isolado país a reconsiderar o desenvolvimento de armas nucleares.

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