Justiça nega habeas corpus a Joesley e Wesley Batista

O Tribunal Regional Federal da 3ª região negou nesta sexta-feira pedidos de habeas corpus feitos pelos defensores dos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da processadora de carne JBS. A decisão que manteve a prisão preventiva dos irmãos Batista foi expedida pela juíza federal Tais Ferracini em resposta a pedido de habeas corpus apresentado nessa quinta-feira (14) pela defesa ao TRF-3.

"Se os empresários fossem condenados pelo uso de informação privilegiada não pegariam o regime fechado pois a pena mínima é de um ano. A prisão é desnecessária é ilegal", afirmou o advogado.

Logo depois de protolocar os recursos, Kakay afirmou que a expectativa era que o recurso seja julgado ainda neste final de semana. Em sua defesa, Joesley destacou que a conversa com Sauda era "elocubração de bêbados".

O HC de Wesley recebeu o número 416.785 e terá como relator o ministro Sebastião Reis.

Em audiência de custódia, nesta sexta-feira, quando o juiz o informou sobre a ordem de prisão, Joesley disse que o procurador-geral da República Rodrigo Janot praticou um 'ato de covardia'.

Nessa operação, os irmãos são investigados pelo uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro ocorridas entre abril e 17 de maio de 2017, data da divulgação de informações relacionadas à delação premiada firmada pelos executivos e a Procuradoria-Geral da República. Joesley também teve prisão preventiva decretada ontem pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de omissão de informações em delação premiada. Já Wesley foi preso pela polícia federal na última quarta-feira. A Polícia Federal apura se os sócios da JBS se beneficiaram de seu acordo de delação para lucrar no mercado financeiro, fazendo reservas. A compra do dólar gerou um lucros para a empresa, já que a moeda disparou após o vazamento dos áudios da delação premiada. O documento integra a representação pelo encarceramento dos empresários.

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