Coreia do Sul testa míssil depois do lançamento norte-coreano

A Coreia do Norte lançou um novo míssil não identificado na manhã desta sexta-feira (hora local, quinta-feira em Brasília), de um distrito de sua capital, Pyongyang.

O chefe do Comando Estratégico militar dos Estados Unidos acredita que o teste nuclear da Coreia do Norte no início do mês utilizou uma bomba de hidrogênio, informa o site especializado Defense News.

Pouco após saber do novo lançamento, o Conselho de Segurança anunciou a convocação de uma reunião de urgência para hoje, com o objetivo de fazer consultas a portas fechadas.

São Paulo, 14 - O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, cobrou que a Rússia e a China tomem medidas contra as ações "temerárias" da Coreia do Norte. "A Coreia do Norte redobrará os esforços para aumentar a sua força e proteger a soberania e o direito à existência do país", afirmou no comunicado.

O Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, que lida com assuntos externos de Pyongyang, também defendeu o desmantelamento do Conselho de Segurança e o descreveu como "ferramenta do mal", segundo comunicado divulgado pela agência norte-coreana KCNA.

Este é o "voo mais longo de seus mísseis balísticos", comentou no Twitter Joseph Demsey, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) com sede no Reino Unido.

Imagens de satélite, capturadas recentemente, apontaram grande atividade nas proximidades do polígono de testes nucleares de Punggye-ri, na Coréia do Norte.

"É um alcance que permite atingir Guam", afirmou o ministro japonês Itsunori Onodera.

Segundo o governo japonês, o míssil sobrevoou à ilha japonesa de Hokkaido (norte) às 7h06 do horário local, antes de cair no mar, a cerca de 2.000 quilômetros a leste de sua costa.

As autoridades japonesas indicam que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago. Segundo análises preliminares, o míssil sobrevoou uma distância de 3,700 quilômetros e atingiu a altitude máxima de 770 quilômetros.

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