Coreia do Norte tinha Guam em mente ao lançar novo míssil

Diversas prefeituras japonesas emitiram um alerta, pedindo para as pessoas procurarem abrigo.

O ministério sul-coreano da Defesa informou que o míssil percorreu 3.700 quilômetros para o leste, antes de cair no Oceano Pacífico.

Antes, o Comando do Pacífico (PACOM, na sigla em inglês) dos Estados Unidos tinha confirmado que a Coreia do Norte lançou hoje (às 23h de quinta-feira em Lisboa) um míssil balístico de alcance médio que sobrevoou o norte do Japão.

O Conselho de Segurança já anunciou uma reunião em caráter de urgência na tarde de sexta-feira. A Coreia do Norte afirma ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como 'bomba H' miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

Foi esse ensaio nuclear que acabou por ditar uma nova imposição de sanções pelas Nações Unidas, no início da semana, um pacote de sanções - o oitavo - que visa sobretudo fragilizar as exportações de crude e o setor têxtil.

As Forças Armadas da Coreia do Sul e dos EUA ainda estão analisando as informações do lançamento e não se pronunciaram oficialmente sobre o possível alvo ou o tipo de míssil usado.

A Coreia do Norte disparou um míssil a partir do distrito de Sunan, em Pyongyang.

"O Japão nunca tolerará os perigosos atos de provocação da Coreia do Norte que ameaçam a paz no mundo", reagiu o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Yoshihide Suga prometeu também "responder de forma adequada, juntamente com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros países interessados".

O chefe da diplomacia norte-americana dirigiu o apelo particularmente à China e à Rússia, que têm estreitos laços com a Coreia do Norte, e exortou Pequim e Moscovo a mostrar a sua "intolerância face a estes imprudentes lançamentos de mísseis e a empreender as suas próprias ações diretas" contra Pyongyang. Ameaças que surgiram na sequência das novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra Pyonyang.

"Espero que a China possa decidir sozinha sobre recorrer ao poderoso trunfo do abastecimento de petróleo para convencer a Coreia do Norte de repensar sua disposição ao diálogo e a futuras negociações", acrescentou Tillerson.

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