Conselho de Segurança se reúne na sexta após novo míssil norte-coreano

Ele sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido e caiu 20 minutos depois em águas do oceano Pacífico.

O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido às 7.06 horas de sexta-feira (23.06 horas em Portugal continental), precisaram as autoridades japonesas, que indicaram que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago.

A Coreia do Norte lançou nesta quinta um míssil que sobrevoou o Japão antes de cair no mar depois de recorrer milhares de quilômetros, em um novo desafio de Pyongyang condenado "energicamente" por Tóquio.

Num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre a situação na Coreia do Norte, Federica Mogherini começou por "agradecer a nova resolução do Conselho de Segurança da ONU", que aprovou na segunda-feira, por unanimidade, um novo pacote de sanções destinado a isolar economicamente a Coreia do Norte, que limita as importações de petróleo e derivados e proíbe as exportações de têxteis, entre outras medidas.

"Não podemos nunca tolerar que a Coreia do Norte viole a decisão forte e unida da comunidade internacional rumo à paz, demonstrada nas resoluções da ONU, e insista neste ato ultrajante", disse Abe. Os cientistas do Norte trabalham há décadas para construir um dispositivo nuclear pequeno o suficiente para caber na ponta de um míssil de longo alcance para atingir um alvo a milhares de quilômetros de distância.

De acordo com a Reuters, as ameaças estenderam-se também aos Estados Unidos, com a Pyongyang a ameaçar reduzir a nação a "cinzas e escuridão" por ter apoiado e instigado as sanções aplicadas pelas Nações Unidas.

Trump anunciou a intenção de visitar China, Japão e Coreia do Sul em novembro, em sua primeira visita à Ásia. O presidente chinês, Xi Jinping, defende a dupla suspensão: a Coreia do Norte desiste dos programas de armas, e os EUA suspendem os exercícios militares e a conclusão do escudo antimísseis em Seul. "A Rússia é o maior empregador do trabalho forçado da Coreia do Norte", disse.

No entanto, o projeto de embargo petroleiro total promovido pelos Estados Unidos teve que ser abandonado para conseguir que a China, que fornece petróleo à Coreia do Norte e tem direito de veto no Conselho de Segurança, deu seu aval às sanções.

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