Brasileiros ilhados no Caribe imploram por socorro nas redes sociais — Furacão Irma

A Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou 14 pessoas na ilha de São Martinho, no Caribe, que ficou destruída após a passagem do furacão Irma no último dia 6.

O Itamaraty contabilizou, até o momento, cerca de 60 brasileiros nas ilhas de Saint Martin, Turcas e Caicos, e Tortola. Estão em curso procedimentos para retirada dos brasileiros que estão em territórios britânicos, em coordenação com o governo do Reino Unido, uma vez que a pista do aeroporto de Tortola não permite aterrissagem nas condições atuais. Segundo o Itamaraty, três ilhas apresentam situação de crise com colapso total ou parcial da infraestrutura de transportes, comunicações e abastecimento: São Martinho, Tortola (uma das Ilhas Virgens Britânicas) e Turcas e Caicos (também sob a soberania britânica).

Ainda segundo o ministério, foi montado um núcleo de atendimento emergencial na área consular do Itamaraty em Brasília para atender os brasileiros que se encontram na região.

Nas primeiras horas após a passagem do furacão, enquanto se aguardava uma melhoria das condições meteorológicas que possibilitasse o planejamento de ações diretas de apoio aos nacionais brasileiros afetados, foi solicitado às Embaixadas do Brasil na França, nos Países Baixos e no Reino Unido que realizassem contato urgente com as respectivas chancelarias, com vistas a averiguar se estaria sendo elaborado plano de socorro e evacuação dos nacionais nas respectivas ilhas, no intuito de verificar a possibilidade de inclusão de brasileiros naquelas operações. O Irma arrancou árvores, derrubou casas e provocou chuvas fortes e ondas de até 12 metros de altura.

Outras 28 pessoas morreram nas ilhas do Caribe, com registros nas parte francesa e holandesa de Saint Martin, nas Ilhas Virgens americanas, nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla, em Porto Rico e em Barbuda. Era por volta de 1h30 desta quarta-feira (13/09) quando a aeronave pousou em Brasília trazendo a bordo sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano que não haviam conseguido deixar a ilha. Ele conta que, nos primeiros dias, só aeronaves militares eram autorizadas a descer no aeroporto da ilha, que possui em torno de 95 mil habitantes.

Com informações do G1.

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