Wesley Batista é preso pela PF em São Paulo

Joesley e Saud devem permanecer em cárcere até sexta (15), já que cumprem prisões temporárias. A ordem de prisão preventiva, sem data para expirar, foi expedida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

O irmão, Joesley Batista, também foi alvo de um mandado de prisão, mas Joesley já está detido, desde domingo, no âmbito de outro caso que está relacionado com a Operação Lava Jato.

A Operação Acerto de Contas investiga ganhos milionários dos Batista por meio de especulações no mercado financeiro e com a moeda americana em meio às negociações para acordo de delação premiada.

Os delegados explicaram que os crimes dos irmãos Batista foram comprovados por mensagens eletrônicas, depoimentos, relatórios da CVM e laudo pericial. No áudio, Joesley e Saud falam da participação do Miller nas tratativas para a delação. Segundo os investigadores, eles tratavam do acordo de delação premiada.

A ação desta segunda-feira é a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, que foi deflagrada inicialmente em 9 de junho; quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva.

A CPI da JBS acumula seis pedidos para ouvir um dos donos do grupo J&F, Wesley Batista. A JBS e controladores teriam comprado cerca de U$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação e da venda de R$ 327 milhões em ações da JBS durante seis dias do mês de abril.

A polícia brasileira prendeu esta quarta-feira o presidente da multinacional do sector de carnes JBS, Wesley Batista, irmão do empresário que acusou o presidente do Brasil, Michel Temer, de corrupção. Pouco antes de ser preso - depois que veio a público gravação de edificante diálogo no qual fica clara sua intenção de manipular autoridades para atingir seu grande objetivo, que era obter imunidade total para não ter de responder pelos inúmeros crimes que confessou ter cometido -, o empresário havia partido para a chantagem explícita. Inclusive, com base nos áudios, Janot determinou investigação para apurar indícios de omissão de informações na delação premiada dos executivos do grupo.

A prisão de Wesley é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.

Conforme Costa, essa pode ser a primeira vez que uma investigação de "insider trading" resulta em prisão preventiva em São Paulo.

A respeito da prisão de Wesley, o advogado Pierpaolo Bottini afirmou: "É absurda e lamentável a prisão e o inquérito aberto há vários meses em que investigados se apresentaram para dar explicações".

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