PF prende Wesley Batista, presidente da JBS, em São Paulo

Wesley Batista, preso na manhã desta quarta-feira em uma operação da Polícia Federal, está no comando do grupo JBS, o maior produtor de carne do mundo, desde 2011.

Também foi expedido um segundo mandado de prisão contra Joesley Batista, preso desde domingo (11) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O empresário que é um dos donos da holding J&F, é acusado de usar informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro entre abril e 17 maio de 2017, data de divulgação de informações relacionadas à delação premiada firmada com a Procuradoria Geral da República.

A investigação apura dois eventos: o primeiro é a realização de ordens de venda de ações de emissão da JBS na bolsa de valores, entre 24 de abril e 17 de maio, por sua controladora, a empresa FB Participações e a compra dessas ações, em mercado, por parte da empresa JBS, manipulando o mercado e fazendo com que seus acionistas absorvessem parte do prejuízo decorrente da baixa das ações.

Documentos apresentados pela JBS à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostram que pessoas ligadas aos irmãos Batista venderam R$ 328,5 milhões em ações da empresa durante a negociação da delação. Os dois passarão por exame de corpo de delito antes de serem alocados na cela da Superintendência da PF em Brasília, onde devem permanecer por ao menos cinco dias - prazo da prisão temporária. A 1ª fase foi deflagrada em 9 de junho quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. Segundo a Polícia Federal, esse material trouxe elementos de prova que indicam o cometimento de crimes e apontam autoria aos dois dirigentes. "O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a justiça", afirmou.

Fachin rejeitou pedido de prisão contra Miller, que havia sido apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Nesse caso, os irmãos podem ser indiciados por crime contra o mercado de capitais, por terem supostamente utilizado informações relevantes ainda não divulgadas ao mercado a fim de obter vantagens.

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