Pelo menos 12 mortos na Florida — Furacão Irma

O arquipélago de Florida Keys, que se estende do Golfo do México até a ponta da península da Flórida e se conecta ao continente por uma única rodovia estreita, foi especialmente atingido, disse o governador Rick Scott na segunda-feira.

Risco persiste Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), depois a tempestade enfraqueceu até à categoria 1 com ventos de até 136 km/h.

Os dados relativos ao número de pessoas retiradas de suas casas e à operação de evacuação levadas a cabo mostram que o Irma foi responsável pela retirada de mais de 5.000 pessoas das ilhas das Caraíbas e de mais de seis milhões no estado da Florida. Descrevendo o furacão como "um grande monstro", Donald Trump elogiou as agências federais de resposta a desastres e prometeu visitar a Florida "muito em breve".

O outro perigo é o aumento do nível do mar, que entrou em algumas zonas da cidade e podem ver-se alguns barcos, normalmente ancorados nas marinas desportivas, a navegar sem rumo nas ruas. Os ventos e as nuvens do Irma chegaram a cobrir uma área de 181 mil quilómetros quadrados, quando, por exemplo, o estado da Florida tem 170 mil quilómetros quadrados. "Se o Irma tivesse passado 20 milhas mais a oeste teria causado danos astronómicos". Em Cuba, as autoridades falam em "danos significativos" sem avançarem mais detalhes, garantindo contudo que não houve vítimas mas informando que toda a capital, Havana, ficou sem eletricidade. Mais de 100 mil pessoas ficaram sem luz.

Nas ilhas Turcas e Caicos, um território ultramarino do Reino Unido nas Caraíbas, há suspeitas de estragos avassaladores, embora ainda não se conheça a dimensão do desastre. Mesmo assim, as autoridades anunciaram uma morte no condado de Worth. Este verão, este país enfrentou o furacão Harvey, que atingiu o Texas e a Luisiana no final de agosto e matou 71 pessoas, e está agora a tentar sobreviver ao Irma. A temporada oficial de furacões no Atlântico ainda dura quase três meses.

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