Medina indignado com "alegações falsas" sobre compra de apartamento

"Desconhecia qual o posicionamento da proprietária na hierarquia da família [Teixeira Duarte], as suas relações com o grupo, não comprei uma casa à Teixeira Duarte, eu comprei um apartamento em frente aos meus sogros", afirmou.

O Ministério Público está a investigar a compra de um imóvel por parte do presidente da Câmara Municipal de Lisboa na sequência de uma denúncia anónima.

A notícia da compra do imóvel foi avançada pelo Observador, que revelou que Fernando Medina não declarou ao Tribunal Constitucional ser proprietário de um duplex no centro de Lisboa que adquiriu a 27 de setembro de 2016 por 645 mil euros, tendo apenas informado do pagamento de um sinal de compra de 220 mil euros.

A Sábado avançou depois que o imóvel em causa foi vendido a Medina por Isabel Maria Calaínho de Azevedo Teixeira Duarte, neta do fundador da construtora, irmã de um dos seus directores e prima direita do presidente da construtura, Pedro Maria Calaínho Teixeira Duarte. Mas o autarca defende que as decisões da Câmara foram "sustentadas em pareceres técnicos e algumas delas nem contaram com a minha participação".

Depois de referir que recorreu ao crédito bancário para a compra do imóvel de 635 mil euros, Fernando Medina reiterou: "É com enorme sentido de repúdio que vejo o que está a ser feito nesta campanha, com base em denúncias anónimas, que alimentam uma falsidade para me tentar atingir na minha honra e bom nome".

Medina vendeu antiga casa por 490 mil euros
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Ao jornal Observador, Medina argumenta que, visto que declarou o sinal, o TC tem conhecimento. Em ambos os casos, medeiam 10 anos entre compras e vendas.

Contudo, diz o Observador, até hoje Fernando Medina não actualizou a declaração de rendimentos enquanto proprietário da casa, ou seja, com o valor total de 645 mil euros - sendo que a lei obriga os autarcas a actualizar a declaração de rendimentos sempre que façam uma alteração patrimonial superior a 50 salários mínimos.

"Tornei público um site onde descrevo todos os passos e onde comprovo com todos os documentos que agi como todos os cidadãos de bem", disse.

"Só posso reagir com indignação às notícias que são publicadas. Não vamos desistir de fazer desta campanha o que deve ser - uma campanha de discussão de políticas e de opções e não uma campanha de casos", afirmou.

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