Juncker defende fusão entre comissário das Finanças e presidente do Eurogrupo

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse, esta quarta-feira, que a Europa vai de Vigo, a Varan, da Espanha à Bulgária, durante o discurso do Estado da União.

A proposta do ex-primeiro-ministro luxemburguês, de 62 anos, representa um passo adicional para uma integração maior dos 19 países da Eurozona, em pleno debate sobre o futuro da zona do euro que os ministros das Finanças discutirão na reunião de Tallin no próximo fim de semana.

Consagrado no Tratado de Lisboa e "inaugurado" em 2010 pelo anterior presidente do executivo comunitário, José Manuel Durão Barroso, o discurso sobre o Estado da União visa fazer o balanço dos resultados do ano anterior e apresentar as prioridades para o ano seguinte, com a Comissão a identificar aqueles que considera serem os desafios mais prementes da UE.

"Mesmo isto não é suficiente se queremos ganhar o coração dos europeus", sustentou, sublinhando a necessidade de dar novos passos concretos no processo de repensar o futuro da União Europeia, iniciado há cerca de um ano.

"A eficácia europeia ganharia força se conseguíssemos unir as presidências da Comissão Europeia e do Conselho Europeu", afirmou, antes de completar que "a paisagem europeia seria mais compreensível se o barco europeu fosse pilotado por apenas um capitão".

"Será o momento de nos reunirmos para tomar as decisões necessárias à construção de uma Europa mais unida, mais forte, mais democrática", disse.

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