Governo espanhol recorre à Justiça contra aprovação de lei catalã para separação

A notícia está a ser veiculada pela Cadena Ser, que dá conta de que o tribunal ordenou a notificação pessoal da suspensão dos membros do executivo e do Conselho Parlamentar e dos sete juristas - titulares e suplentes - da chamada Sindicatura Electoral da Catalunha, encarregados do progresso do referendo. De acordo com o El País, há ordem para que os Mossos d´Esquadra, a polícia regional catalã, "apreendam urnas".

Os prefeitos defenderam a realização do referendo publicamente numa página da internet da Catalunha. Dado o grande número de municípios envolvidos, serão priorizadas as tramitações nas prefeituras com maior população.

A decisão foi tomada um dia após centenas de milhares de pessoas irem às ruas de Barcelona em defesa da independência da região e do direito à realização de um referendo de autodeterminação, proibido pelas instituições espanholas. "Ninguém pode pretender que se negocie a ruptura de uma Constituição, que é património de todos os espanhóis", afirmou o líder conservador, que fez um balanço da gestão antes do recesso de férias de verão, um período que se prenuncia turbulento pela intenção dos independentistas catalães em acelerar o processo de secessão.

Manifestação pela independência da Catalunha em Barcelona
Francisco Seco Tribunal Constitucional espanhol barra referendo sobre independência catal

- Esperamos conseguir realizar o referendo com normalidade total, porque em uma democracia é normal poder votar - disse German Freixas, um engenheiro de 42 anos que compareceu à manifestação acompanhado pela família.

O governo espanhol está a tentar travar nos tribunais o planeado referendo, tendo como suporte último a Constituição.

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