Ex-preparador de Ayrton Senna, Nuno Cobra é preso por violação sexual

O ex-preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra, de 79 anos, foi preso nesta segunda-feira pela Polícia Federal em São Paulo, acusado de abusar sexualmente de uma mulher em agosto deste ano, informou o Ministério Público Federal (MPF).

A ordem é da juíza Raecler Baldresca, da 3ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que determinou a prisão preventiva do acusado por violação sexual mediante fraude.

Nuno Cobra se formou na Escola de Educação Física de São Carlos e ficou famoso após cuidar da preparação física do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, em 1983, já que, à época, nenhum piloto cuidava da saúde, mesmo com a rotina de treinos e corridas.

No último dia 5 de setembro, uma jornalista compareceu ao Ministério Público Federal (MPF) e afirmou que alguns dias antes também foi vítima de atos libidinosos por parte do condenado, após ter sido entrevistado por ela, inclusive com outros jornalistas presentes no local.

A juíza condenou Nuno Cobra a três anos e nove meses de prisão em regime inicial aberto e substituiu a pena para prestação de serviços à comunidade e à prestação pecuniária - pagamento mensal de um salário mínimo a entidade pública ou privada. Porém, durante a decolagem, passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes. Disse que é preparador físico e havia observado a perfeição do corpo dela quando ela subia as escadas da aeronave.

Segundo depoimentos, o preparador físico teria sentado-se ao lado da vítima em um avião entre São Paulo e Curitiba e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com corpo e manipulação de energias. Relatou o ocorrido e passou o restante do voo ficou longe dele. Quando a aeronave pousou em Congonhas para uma conexão, a vítima esperou todos os passageiros descerem para ir até a delegacia da Polícia Federal (PF) relatar o crime. Conforme a Justiça Federal, a condenação e a determinação da prisão, por casos diferentes, ocorreu porque se trata de um caso único. Segundo o MPF, o agressor agiu de forma dolosa para praticar os crimes simplesmente para satisfazer seu prazer sexual. A defesa disse que queriam fazer do caso uma "guerra entre gêneros" e que havia prevalescido apenas o depoimento da jovem.

De acordo com a decisão da juíza Raecler Baldresca, a prisão preventiva foi dada pois Nuno continuou adotando o mesmo comportamento e discurso com outras vítimas, mesmo após a condenação pelo caso no avião. Afirmou ainda que ao repetir a violência contra a jornalista H.G.B, ele demonstrou conduta reiterada e desrespeitosa diante das mulheres que encontra.

Edition: