COI anuncia doação para comitês de países afetados pelo furacão Irma

"Espero que estejam prontos para o que promete ser uma semana interessante e bem sucedida aqui em Lima", disse Bach na abertura do Comité Executivo.

A entidade também disse que sua comissão de ética pediu a advogados que fizessem contato com autoridades brasileiras sobre a investigação da compra de votos em 2009, ano em que o Rio foi escolhido sede da Olimpíada de 2016.

Após admitir que recebeu uma carta de Eric Maleson - responsável por delatar o esquema de compra de votos para a eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 - em 2012 falando sobre um atrito entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), o Comitê Olímpico Internacional comentou o caso da compra de votos. Vamos acompanhar de perto, mas aqui, agora, estamos concentrados no futuro e vamos ver grandes apresentações de duas grandes cidades do mundo que concorrem aos jogos Olímpicos - afirmou.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta segunda-feira, que fará uma doação de US$ 1 milhão (R$ 3,85 milhões) para todos os comitês de países afetados pelo furacão Irma, que devastou territórios caribenhos nos últimos dias.

"O COI passou a fazer parte como parte civil há mais de um ano", disse a entidade.

O dirigente brasileiro teve os passaportes apreendidos, o que o impossibilita de sair do país.

O esquema envolveria Nuzman, o senegalês Lamine Diack, ex-mandatário da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo), o filho dele, Papa Diack, e o empresário Arthur César de Menezes Soares.

Quando se debruçou sobre esse escândalo de doping com anuência de autoridades, o Ministério Público da França encontrou o nome de Diack e evidências de que o processo para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 havia sido direcionado. "O Comitê de Ética está acompanhando o caso", declarou.

Depois, segue-se a 131.ª sessão do COI, na qual cerca de 90 membros vão aprovar, em voto presencial, a atribuição à capital francesa e à cidade norte-americana.

Nos bastidores, o Estado apurou que a entidade teme a perda de patrocinadores e mesmo um arranhão em sua reputação, no que seria a sua pior crise de credibilidade em décadas.

"Como qualquer organização, o COI não está imune a violações das regras, mas fortalecemos de forma significativa o sistema de prevenção e de sanções", afirmou.

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