"Bitcoin é uma fraude e entrará em colapso", diz presidente do JPMorgan

Quem fez tais apontamentos foi o homem que lidera o JP Morgan, Jamie Dimon, que atua não apenas como CEO do banco mas também como seu presidente e chairman.

Dimon participava de uma conferência bancária em Nova York nesta quarta-feira, 13, quando afirmou que demitiria "em um segundo" qualquer funcionário pego negociando em bitcoin. "Vocês não podem ter um negócio em que as pessoas podem inventar uma moeda a partir do nada e achar que as pessoas que a estão comprando são realmente inteligentes", declarou. "Seriam dispensados num segundo, por duas razões: É contra as nossas regras e porque são estúpidos, e ambas [as razões] são perigosas".

Lançada em 2010, a moeda digital permite que usuários transfiram valores entre si ou paguem por produtos e serviços, sem precisar passar pelo sistema financeiro tradicional.

Nos últimos meses, o bitcoin passou por sua maior valorização, mais que quadruplicando de valor desde dezembro. Hoje, um bitcoin é cotado em US$ 3.843,66.

Para o presidente-executivo, o bitcoin atenderia a um mercado limitado e associou a moeda a transações ilegais. "Se você está na Venezuela, no Equador, na Coreia do Norte ou em países assim, ou se você é um traficante, um assassino ou algo do tipo, é melhor negociar em bitcoin do que em dólares dos Estados Unidos", bradou.

Guardian explica que a Bitcoin é uma moeda virtual que surgiu após a crise financeira. O próprio JPMorgan e muitos outros bancos investiram na tecnologia.

Dimon ainda previu grandes perdas para os compradores da bitcoin. Ela pode chegar a US$ 20 mil antes disso acontecer. "Honestamente, estou chocado que ninguém possa vê-la pelo que ela é".

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