A selfie do macaco Naruto já não está em tribunal

A batalha legal sobre quem detinha os direitos autorais sobre as selfies de um macaco acabou, finalmente, ao cabo de dois anos de disputa. Antes disso, porém, o grupo ativista e Slater chegaram a um acordo que envolve a doação de 25% de todo o dinheiro arrecadado por Slater com as selfies de macacos para organizações que mantêm e protegem o habitat e a espécie de animais como Naruto, nome da macaca fotógrafa que deu origem à disputa.

Em 2011, o fotógrafo britânico esteve na floresta indonésia, onde montou o seu equipamento para tirar fotografias. Mas durante quatro anos, o fotógrafo teve que enfrentar as críticas da PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, na sigla inglesa), que considerava que os direitos de autor da fotografia pertenciam ao animal e não ao fotógrafo. A organização argumentou então que se tratava de uma violação dos direitos de autor.

Em 2015, o fotógrafo, cansado da situação, avançou para tribunal. Já o fotógrafo defendeu que, uma vez que é um macaco, Naruto não tem direitos de autor. Nas audiências, a PETA acusou-o de ter violado os direitos de autor do macaco Naruto. A verdade é que a justiça norte-americana deu razão a David Slater.

Num comunicado conjunto citado pela PETA, a associação e Slater destacam que este processo judicial levantou esse "assunto de interesse para expandir os direitos legais para animais não humanos", destacando que ambas as partes "apoiam" esse objectivo e que "vão continuar o respectivo trabalho para atingir essa meta".

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