370.000 rohingyas fugiram para Bangladesh desde 25 de agosto — ONU

Os rohingya são um grupo étnico, maioritariamente muçulmano, fixado em Myanmar, mas a quem não é reconhecida a cidadania.

O Conselho de Segurança da ONU marcou uma reunião de emergência para esta quarta-feira com o objetivo de discutir os últimos desenvolvimentos no terreno, algo que um alto funcionário da organização caraterizou como um "exemplo de manual do que é limpeza étnica".

A violência contra os rohingyas escalou desde o ataque, no dia 25 de agosto, contra três dezenas de postos da polícia pela rebelião, o Exército de Salvação do Estado Rohingya (Arakan Rohingya Salvation Army, ARSA), que defende os direitos da minoria.

"No ano passado, nós alertamos que o modelo das violações dos direitos humanos contra os rohingyas sugeriam um ataque difuso ou sistemático contra a comunidade, equivalente a crimes contra a humanidade, se assim estabelecer um tribunal".

De acordo com a ONU, cerca de 300 mil rohingyas fugiram nas últimas semanas para o país vizinho, Bangladesh, para fugir das perseguições. O governo limita o acesso dos rohingya à educação e saúde e existem quotas para a entrada em certas profissões e cargos públicos. Para receberem algum serviço, eles precisam pedir uma autorização do governo.

A Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que dirige "de facto" o país, tem sido alvo de críticas pela forma como enfrenta a presente situação.

Na última semana, uma declaração de Suu Kyi surgiu em um documento do governo turco, em que ela afirmava que havia "uma avalanche" de "notícias falsas" sobre a crise.

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