Joesley Batista é levado para prisão em Brasília

O próprio Janot foi surpreendido no sábado passado em um bar em Brasília junto com uma pessoa identificada como um assessor de Joesley Batista.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud indicam possível atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de delação quando ainda era procurador —ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril.

A defesa do empresário assinou no Supremo Tribunal um documento, após o pedido de prisão feito por Janot, em que colocou o passaporte de Joesley à disposição e pediu audiência com o ministro Edson Fachin, que decretou a prisão do empresário e de Saud. A ordem de prisão foi motivada por suspeitas de que Batista teria ocultado informações das autoridades, o que poderia cancelar o acordo de delação que lhe garantiu imunidade. A prisão dos acusados é temporária e tem duração de cinco dias.

Já Pierpaolo Bottini afirmou ter apenas cumprimentado e "trocado algumas palavras" com Janot em tom cordial: "Na minha última ida a Brasília, este fim de semana, cruzei casualmente com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, num local público e frequentado da capital".

Agora, este acordo de delação foi suspenso.

- Denunciou duas vezes os ex-presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff: por organização criminosa, pelos desvios de dinheiro na Petrobras, e por obstrução da Justiça, pela nomeação de Lula para a Casa Civil de Dilma em 2016.

A Procuradoria-Geral da República informou em nota enviada neste domingo (10) que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o advogado Pierpaolo Bottini, que defende o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, não trataram de assuntos profissionais durante encontro em um boteco de Brasília. Mas muitas vozes nos meios político e jurídico consideram que ele transformou a Procuradoria em um descontrolado quarto poder. Dodge foi a segunda mais votada.

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