Advogados entregam passaportes de Joesley Batista e Ricardo Saud

O ex-procurador - que atuava como braço-direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, até março deste ano, e participava do Grupo de Trabalho da Lava Jato - passou a trabalhar no escritório de advocacia que negociou os termos da leniência do grupo JBS com a Procuradoria-Geral da República. Propõem ainda a entrega do passaporte do ex-procurador. As fotos das malas de dinheiro em um apartamento soteropolitano ganharam as primeiras páginas de jornais e as redes sociais, culminando, nessa quinta-feira, 07, com a informação da Polícia Federal de que foram encontradas digitais do ex-ministro no apartamento.

O pedido de prisão está sob sigilo – nem a PGR (Procuradoria Geral da República) nem o Supremo confirmam que foi enviado.

Na última segunda-feira (4), Janot anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público. No mesmo áudio, Saud afirma ainda que não há "nenhuma chance" de ele ou Joesley serem presos. Janot não se convenceu dos argumentos.

O ex-procurador pediu o desligamento do Ministério Público Federal no dia 23 de fevereiro, mas a saída foi oficializada em 5 de abril.

Joesley alega que foi apresentado a Miller por Francisco de Assis e Silva, advogado da empresa e também delator, porque estava à procura de alguém para a área de anticorrupção da empresa.

Os advogados de Joesley Batista, Saud e Miller colocaram os passaportes dos clientes à disposição do STF e pediram para eles serem ouvidos pelo ministro Fachin. Para tal citam artigo do Código Penal segundo o qual, se o caso não for de urgência ou de perigo de ineficácia da medida, o juiz deve intimar o alvo de uma medida cautelar (como pedido de prisão), acompanhada de uma cópia do requerimento e das peças necessárias.

"Dessa forma, em prol do contraditório e da ampla defesa, requer-se a intimação dos peticionários, bem como a cópia do requerimento e das peças necessárias, para manifestação, consoante o texto legal mencionado", diz a defesa no pedido.

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