Universidade destaca "preocupação com desfavorecidos" — Bispo do Porto

Era formado em Filosofia e Sociologia, estudou em Paris e chegou à Diocese do Porto com o desejo de "servir e amar o povo". O bispo do Porto acabou por morrer na residência episcopal na sequência de um ataque cardíaco.

O desejo foi manifestado pelo próprio em entrevista à Agência Lusa em junho de 2014, pouco depois de ter assumido o cargo, em substituição de Manuel Clemente, desde 2013 cardeal-patriarca de Lisboa.

A Câmara do Porto decretou hoje três dias de luto e a Diocese já anunciou como será a última homenagem a D. António Francisco dos Santos.

O bispo do Porto nasceu a 29 de agosto de 1948, na freguesia de Tendais, concelho de Cinfães (Viseu).

Foi também membro da equipa formadora do Seminário Maior de Lamego, com as funções de professor, secretário, ecónomo e vice-reitor, chefe de redação do jornal Voz de Lamego, membro da equipa sacerdotal da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave, vice-presidente da Associação de Ajuda Mútua do Clero de Lamego e elemento da direção da Associação dos Antigos Alunos de Lamego, acrescenta. É referido no site da Diocese que "assim que possível serão partilhadas informações sobre a Exéquias Solenes".

Na terça-feira, os restos mortais de D. António Francisco continuarão na Sé, que estará aberta ao público entre as 9h00 e as 24h00. (...) A cidade merecia ter um Bispo como o Sr. "Portugal perde um homem bom que eu apreciava escutar", escreveu ainda o primeiro-ministro.

"A passagem de D. António Francisco dos Santos pela Diocese do Porto foi breve mas intensa e prolixa, deixando um legado espiritual, moral e social que urge prosseguir no futuro", afirmou.

O corpo do Senhor D. António estará em Câmara ardente a partir das 17h00 de hoje.

Para o responsável da U.Porto, "importa lembrar a nobreza de caráter de António Francisco dos Santos, que na sua ação pastoral, designadamente na Diocese do Porto, revelou uma especial preocupação com os mais desfavorecidos e com os que sofrem", tendo defendido "um caminho de bondade e esperança para a construção de um mundo melhor". Na mesma note, a CDU informa que vai "retirar elementos festivos das ações de campanha eleitoral até quarta-feira".

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