Lula ficara diante de Moro na quarta para explicar doação da Odebrecht

Ex-integrante do PT, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) avaliou nesta quarta-feira, 6, que o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci incriminando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indica que o PT se adaptou a tudo que sempre combateu.

O juiz da Operação Lava Jato vai interrogar Lula na ação penal em que ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro supostamente recebido da empreiteira Odebrecht para compra de um terreno destinado abrigar a sede do Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao que o petista reside em São Bernardo do Campo. O procurador geral Rodrigo Janot, tido como o lastro principal, depois de Sérgio Moro, em todo o processo de investigação, cometeu seu maior erro justamente no apagar de seu mandato.

O depoimento está marcado para quarta-feira (13). A decisão foi proferida pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre. Para tentar amenizar seus tropeços e cessar as críticas contra isso, ele apresentou duas denúncias - uma atrás da outra - contra Lula e contra Dilma em vez de Michel Temer, numa demonstração de que seu projeto não era combater a corrupção mas criminalizar os políticos e a política.

O primeiro depoimento prestado por Lula a Sérgio Moro aconteceu há quatro meses. O advogado que o representa, Cristiano Zanin Martins, declarou que o relato de Palocci é 'uma ficção'.

Até aqui foram ouvidas 97 testemunhas e cinco dos oito réus. Moro negou o pedido.

Pouco antes da primeira audiência de Lula, em maio, a situação do petista se agravou por dois "delatores informais" que, mesmo sem acordo, deram detalhes da participação do petista no esquema do tríplex do Guarujá: o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.

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