Furacão "Irma" chega à Florida com ventos de 200 quilómetros/hora

Segundo o Centro de Furacões dos EUA, o Irma perdeu força e foi rebaixado para a categoria 4, um ponto menor que a escala anterior. "Esta é a tempestade mais catastrófica que o estado já viu", sublinhou o governante.

Algumas comunidades ficaram sem eletricidade e o contato com aldeias em áreas remotas está se tornando cada vez mais complicado, explica o Will Grant, correspondente da BBC em Havana. As informações são da agência de notícias Associated Press.

Centenas de voos que chegariam a Miami, entre eles os procedentes do Brasil, foram cancelados.

Os ventos máximos sustentados do Irma aumentaram este domingo para 210 quilómetros por hora e espera-se que se fortaleçam ainda mais à medida que o furacão atravessa o estreito da Flórida. As autoridades da região ordenaram a evacuação de quase seis milhões de pessoas cujas casas estavam em situação de risco.

Furacão mais poderoso já registrado no Oceano Atlântico, o Irma poderá chegar ao sul do Estado americano da Flórida na tarde de domingo, depois de passar pela costa norte de Cuba amanhã, segundo previsões de meteorologistas.

As ilhas do sul da Florida já começaram a sentir o mau tempo que faz antever a chegada daquela que está a ser apelidada de "a mãe de todas as tempestades".

"Se estão nas zonas de evacuação, saiam", pediu o governador da Florida (sudeste) Rick Scott. "Ele é maior que o nosso Estado e pode ter um impacto mortal em ambas as costas". Um bebê de dois anos morreu em Antígua e Barbuda enquanto sua família tentava escapar da casa danificada pelo furacão.

Mesmo assim, muitos centros de acolhimento no condado de Miami-Dade e Broward fecharam portas na sexta-feira depois de terem atingido a capacidade máxima.

Havia longas filas para comprar garrafas de água e abastecer carros em postos de combustível e em mercados.

O aeroporto de Orlando suspenderá as operações às 18h deste sábado. Em Palm Beach, a propriedade à beira-mar Mar-a-Lago do presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu ordem de desocupação, disse a mídia.

A divisão de gestão de emergências do estado da Florida anunciou hoje que as autoridades tinham emitido uma combinação de ordens de saída obrigatória e voluntária a 6,3 milhões de residentes, mas o número subiu, entretanto, acrescentando mais 700 mil pessoas, à medida que o furacão girou para ocidente.

O furacão Andrew causou prejuízo de US$ 26,5 bilhões (cerca de R$ 80 bilhões), em valores atualizados. O Irma destruiu 95% dos edifícios do local.

Nos últimos dias, outras regiões do Caribe, como Porto Rico, também foram atingidas.

Na República Dominicana, mais de 100 prédios foram destruídos, de acordo com relatórios oficiais, mas não houve relatos de mortes.

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