EUA: Trump pede que pessoas "saiam do caminho" do Furacão Irma

O Centro Nacional de Furacões noticiou durante a madrugada que, após às 2h30h, foram registrados ventos fortes com "força de furacão" na Flórida Keys.

Os Estados Unidos foram atingidos por um furacão de categoria 5, como o Irma, "apenas três vezes desde 1851", explicou Long. A Cruz Vermelha teme que o número possa aumentar acentuadamente para 26 milhões.

Algumas partes da região, como a Ilha de São Cristóvão e Porto Rico, sofreram com tempestades, mas conseguiram evitar maiores destruições.

Neste momento, o Irma está nas Turcas e Caicos prevendo-se que continua a mover-se para norte, em direção às Bahamas. Nas praias do estado, o mar já tem ondas gigantes em decorrência do movimento do Irma, que já é considerado o maior furacão dos Estados Unidos.

Em Miami, os impactos da tempestade já são sentidos em maior intensidade, com diversos pontos sem energia elétrica e árvores caídas pelas ruas. Ainda na sexta, o Irma deixou rastros de destruição em Cuba, em cenas similares às que ocorreram em outras ilhas do Caribe ao longo dos últimos dias.

O Departamento de Polícia de Miami informou que seus oficiais estão protegidos para sua segurança e podem não responder às chamadas de serviço.

"Estamos muito inquietos, estamos a dar o máximo" na preparação para a chegada do Irma, afirmou o chefe de Estado norte-americano, citado pela agência France-Presse, em declarações na Sala Oval da Casa Branca.

A morte em Anguilla junta-se às oito registadas na parte francesa da ilha de São Martinho (St. Martin) e em São Bartolomeu (San Barthélémy), e a uma outra, de uma criança de dois anos, em Barbuda.

Nas Ilhas Virgens britânicas, o governador Gus Jaspert decretou estado de emergência, citando informações "de vítimas e mortos".

Irma é um furacão de categoria 4, segundo o NHC, e o 'muro' do olho, onde os ventos são mais fortes, tocou o extremo sul do arquipélago das Keys, segundo um boletim das 11H00 GMT (8H00 de Brasília). "O tamanho desta tempestade é enorme", referiu na quinta-feira o governador Rick Scott. "A expectativa é que cause grandes e ameaçadores impactos à vida, de costa a costa", insistiu Scott.

A empresa de energia Duke Energy, na Flórida, estima que mais de 1 milhão de interrupções de energia deverão ser causadas pelo furacão Irma. "Agora é uma questão de ver o que acontece". O alerta é, no entanto, de que todo o estado da Flórida sentirá os efeitos do fenômeno.

Passageiros que não têm voo confirmado ou cujos voos foram cancelados são orientados a não se dirigir aos aeroportos, e sim a abrigos na região.

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