EUA: Furacão Irma perde parte da força e chega a categoria 2

A dimensão e força do Irma fizeram com que o estado ficasse em alerta na terça-feira. Basta recordar a passagem do furacão Matthew pelo Haiti, em outubro do ano passado, que matou quase 900 pessoas e arrasou localidades inteiras.

Os ventos provocados pelo Irma chegam agora à velocidade máxima de 135 quilômetros por hora.

A tempestade subiu novamente ao grau 5 na escala Saffir-Simpson e causou danos avultados em várias províncias. Segundo serviços de meteorologia, já há registro de movimentação violenta do mar e submersão nas zonas baixas do litoral nas ilhas caribenhas.

Segundo as autoridades, mais de 72 mil pessoas se deslocaram para os 390 abrigos espalhados pelo estado. "Estamos muito preocupados, trabalhando com muita força". Horas antes da sua chegada, centenas de pessoas corriam contra o tempo para reforçar as estruturas de suas casas com tábuas, fazendo longas filas em supermercados para estocar mantimentos. Os prejuízos poderão chegar aos 120 mil milhões de dólares nos Estados Unidos, nas Antilhas e nas Caraíbas, indicou a agência Enki Research.

O NHC colocou sob advertência de furacão as ilhas antilhanas de Antígua, Barbuda, Anguilla, Montserrat, São Cristóvão e Nevis, entre outras, e sob vigilância de furacão Porto Rico, as Ilhas Virgens e Guadalupe.

- A parte externa do furacão de categoria 3 Irma castiga neste momento Florida Keys, no extremo sul da Flórida, com ventos máximos de 79 km/h, apontou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. Ele direcionou recursos totais do governo federal para ajudar a Flórida e outros Estados afetados pelo furacão, disse Pence.

As previsões do National Hurricane Center apontam para ventos na ordem dos 295 quilómetros por hora e para a deslocação da tempestade tropical para noroeste. Prédios da polícia e dos bombeiros foram destruídos.

"O tamanho do furacão é enorme", disse Rick Scott, governador da Flórida, na quinta-feira.

Na Flórida, habituada a furacões, os moradores já enfrentam dificuldades para estocar produtos como água, gás, enlatados, pilha, bateria, lanterna e madeira para proteger janelas. E se não quisermos recuar tão longe no tempo, a passagem do Harvey pelo Texas e pela região do Golfo do México - vitimou mortalmente 60 pessoas e fez dezenas de milhares de desalojados, principalmente em Houston -, no final de agosto, é bem reveladora desta realidade.

A depressão, que deverá manter-se como furacão até segunda-feira de manhã, estava a causar ventos de 175 km/h e deverá causar grandes inundações. Esta é a primeira vez em 100 anos que um furacão desta intensidade atinge a ilha.

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