Coreia do Norte ameaça "domesticar gangsters" dos EUA

"No caso de os Estados Unidos avançarem com medidas ilegais, que se materializem numa resolução [do Conselho de Segurança da ONU] ilegal e sanções mais severas, a DPRK [em português Partido Democrático da República da Coreia] vai certificar-se que EUA pagam o devido preço", referia um comunicado do porta-voz do governo da Coreia do Norte, divulgado pela agência oficial de notícias KCNA. Sanções que devem ser votadas hoje na reunião de do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

"O mundo será testemunha de como a Coreia do Norte domina os 'gangsters' americanos, lançando uma série de ações que serão mais duras do que jamais imaginaram", referiu.

Os Estados Unidos querem que o Conselho de Segurança da ONU imponha um embargo de petróleo à Coreia do Norte, interrompa sua fundamental exportação do setor têxtil e submeta o líder Kim Jong Un a interdições financeira e de viagem, de acordo com uma proposta da resolução vista pela Reuters.

Além de Putin, a chanceler alemã conversou telefonicamente com os presidentes norte-americano, Donald Trump, francês, Emmanuel Macron, e sul-coreano, Moon Jae-in, e com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, sobre uma saída diplomática para a crise desencadeada com o último teste nuclear da Coreia do Norte - com uma bomba de hidrogénio - e o lançamento de um míssil balístico sobre o Japão.

O teste com uma bomba de hidrogénio foi o mais potente já realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

As novas sanções vêm juntar-se às que já foram anteriormente decididas - mas o verdadeiro pulmão da economia da Coreia do Norte continua a ser a venda de carvão para a China, um negócio que o Ocidente suspeita de não ter sido afetado, apesar de Pequim se ter oficialmente oposto aos testes nucleares que o regime de Pyongyang tem levado a cabo.

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