Fachin determina a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud

Segundo matéria de última hora do site UOL, o ministro Edson Fachin, coordenador da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou a prisão de Joesley Batista, dono da JBS, e do executivo Ricardo Saud, e negou a do ex-procurador Marcelo Miller. A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição. Na petição, a defesa de Miller diz que o áudio de Joesley e Saud que motivaram o pedido de prisão é "desconexo" e contém "comentários estapafúrdios, inteiramente fantasiosos, chegando até mesmo a se referir de forma desrespeitosa a digníssimos membros do Supremo Tribunal Federal". O risco de fuga é um dos motivos em que se baseia a determinação de prisão temporária ou preventiva.

O Estadão lembrou, no entanto, que a prisão de Joesley e Saud foi defendida publicamente pelo ministro do STF Luiz Fux.

O pedido de prisão foi divulgado pela mídia, mas ainda não foi confirmado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados informam que os delatores deixam os passaportes à disposição da Justiça e que estão disponíveis a prestar qualquer esclarecimento necessário. O processo, segundo o STF, está em sigilo.

A prisão dos delatores foi autorizada porque eles são suspeitos de omitir informações dos investigadores, o que quebra cláusulas do acordo. As gravações foram disponibilizadas pelos próprios delatores, como parte do acordo de colaboração.

Na quarta-feira, Janot, que deixará o cargo no dia 15, sinalizou que pediria a anulação da imunidade penal do trio delator da J&F, sem prejuízo das provas por este apresentadas, após a revelação da gravação de uma conversa entre Joesley e Saud. No caso do ex-procurador da República, a suspeita é de que ele foi "captado" pelos empresários da J&F para facilitar o acordo que os livrou da cadeia.

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