Importações aumentam 12,8% e exportações 4,6% em julho -- INE

A tendência do primeiro semestre manteve-se e o défice da balança comercial agrava-se. O desempenho traduz uma desaceleração nas exportações (subida de 6,7% em junho) e um novo impulso das importações (6,6% em junho).

Excluindo a rubrica dos Combustíveis, as exportações aumentaram 5,1% e as importações cresceram 9,4%. Feitas as contas o défice da balança comercial no semestre ultrapassara os 6,3 mil milhões de euros. No fim de julho, o saldo negativo agravou-se e ficou nos 1,057 mil milhões.

Tendo em conta estes efeitos, é preciso também notar que em 2017 o défice comercial já superou os mil milhões de euros em cinco dos sete meses para os quais há dados até ao momento, quando nos doze meses de 2016 isso aconteceu apenas por quatro vezes.

De acordo com o gabinete oficial de estatística, no caso das importações, os aumentos ocorreram em "todas as categorias económicas" em Julho passado, "destacando-se claramente", sublinha o INE, "o crescimento dos combustíveis e lubrificantes", que registaram uma progressão homóloga de 45,8%, para 629 milhões de euros. Comparando com o mês anterior, em julho as exportações reduziram 1,9% e as importações decresceram 0,8%. Este desempenho é explicado pelo comércio com os países da União Europeia.

O comportamento das exportações, que se deve maioritariamente a quedas nas vendas para dois dos principais parceiros comerciais de Portugal - Espanha e Reino Unido -, leva a um novo agravamento do défice comercial.

"Nas importações, no âmbito dos maiores países fornecedores em 2016, em julho de 2017 somente as importações do Reino Unido diminuíram em termos homólogos, salientando-se os crescimentos das importações provenientes de Espanha e Alemanha (correspondente a +7,0% e +13,9%)".

Em 2016, as exportações portuguesas de bens somaram 49,5 mil milhões, mas com a contribuição dos serviços (26,3 mil milhões) o prato exportador da balança comercial ficou nos 71,7 mil milhões.

Segundo o Instituto, as exportações da economia portuguesa terão sido inferiores em quase 300 milhões de euros ao estimado nos resultados preliminares.

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