Forte terremoto de magnitude 8,0 abala o sul do México

O terremoto de magnitude 8,2 que atingiu o litoral sul do México e gerou um alerta de tsunami não foi apenas o mais forte no país em um século como também um dos mais potentes a atingir a América Latina desde que se tem medição de abalos sísmicos. Enrique Peña Nieto, presidente do México, afirmou que somente depois de uma semana será possível realizar levantamento dos danos na região.

Segundo os números de Peña Nieto, pelo menos 1,6 milhões de mexicanos estão sem acesso a energia eléctrica. O número de mortos do terremoto que atingiu o México subiu para pelo menos cinco, incluindo duas crianças, em Tabasco, segundo o governador do estado. Vinte pessoas morreram no estado de Oaxaca, mais precisamente em Juchitan. "Sentiu-se muito, o edifício a abanar, as paredes a fazerem barulho, muito assustador", descreveu. Várias ilhas do Pacífico e também países da Ásia e Oceania, como Indonésia, Japão, China; Austrália e Nova Zelândia também podem ser afetados com ondas menores.

O epicentro do sismo foi a 165 quilómetros a oeste de Tapachula, no sul do estado de Chiapas, perto da Guatemala, diz o US Geological Survey (USGS). Já de acordo com o Serviço Sismológico Nacional Mexicano, a magnitude do sismo chegou aos 8,4 na escala de Richter. A mais forte delas foi de magnitude 5,7.

Nos segundos antes do terremoto ter começado no final da quinta-feira (7), as sirenes de alerta de terremoto tinham disparado em toda a capital. Informou o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh).

Os primeiros dados indicavam um tremor de terra de 8 graus na escala de Richter, mas a magnitude foi revista para 8.2, igualando a força do sismo de 1985, que fez milhares de mortos e destruiu muitos edifícios.

O Presidente do México, Enrique Peña Neto, advertiu a população para a possibilidade de, nas próximas 24 horas, se registar uma forte réplica. "´Precisamos estar mais atentos, pois a réplica pode superar magnitude 7", afirmou.

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