Haiti declara alerta vermelho por furacão Irma

Antes, a ministra francesa do Ultramar, Annick Girardin, tinha informado que este furacão tinha causado, pelo menos, dois mortos e dois feridos nos territórios franceses de Saint-Martin e Saint Barthélemy. O mar "abate-se com extrema violência" sobre a costa e verifica-se uma "importante submersão das partes baixas do litoral", sublinhou a Météo France, os serviços meteorológicos franceses.

Diante de "danos materiais consideráveis" nas duas ilhas, o presidente francês anunciou que colocará em prática "um plano de reconstrução (...) o mais cedo possível". "Estou em choque. É uma loucura", declarou ao telefone com a Rádio Caraíbas Internacional.

O furacão Irma atingiu esta noite as Caraíbas e está a deixar um rasto de destruição sem precedentes.

Em Saint Barth e Saint Martin foi decretado o nível de vigilância cinza, que já não impõe o confinamento da população, mas desaconselha os deslocamentos. Segundo o primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, a ilha de Barbuda, a primeira a ser atingida, está "totalmente devastada".

O furacão "Irma" já matou, pelo menos, oito pessoas em St Martin, Anguilla e Barbuda.

"Estamos acostumados, morando aqui, a uma temporada de furacões de seis meses", explicou Catia Roman, em Porto Rico.

O furacão Irma regista ventos sustentáveis de 295 quilómetros por hora e mantém-se como um ciclone de categoria 5, a máxima na escala Saffir-Simpson.

Irma deveria "evitar Haiti e República Dominicana e depois Cuba, ficando ao norte destas terras", segundo a Météo-France.

No domingo, o furacão poderia se aproximar da Flórida, já em estado de emergência.

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