Surto de febre-amarela no Brasil chegou ao fim

Novos casos não são registrados desde o mês de junho. Desde o início do surto, foram confirmadas 261 mortes causadas pela doença e 777 casos, sendo que o último diagnóstico foi computado em junho.

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (6) o fim do surto de febre amarela no País.

"É necessário manter as ações de prevenção, como o controle de vetor, capacitação de profissionais de saúde e intensificação das ações de vigilância de epizootias", afirmou o ministro Ricardo Barros. Em 2017, foi registrada baixa circulação da doença no país. A eficácia do fracionamento está sendo testada pela Fiocruz.

"A situação, hoje, está sob controlo, mas é fundamental que os estados e municípios se esforcem para aumentar as coberturas vacinais nas áreas com recomendação, seja com a busca ativa de pessoas não vacinadas ou através de campanhas específicas, envolvendo também as escolas", frisou o ministro brasileiro, em um comunicado.

De acordo com o Ministério, quem já foi vacinado contra febre amarela - em qualquer momento da vida - não precisa de dose de reforço.

Os esforços de vacinação continuam, já que o Ministério da Saúde diz que a taxa média de cobertura em áreas que têm o peso do surto é de cerca de 60%, abaixo do objetivo de 95%.

Em resposta ao surto de febre-amarela, o Brasil montou uma campanha de vacinação maciça, enviando mais de 36,7 milhões de doses para diversos estados do país. A região Sudeste concentrou a maioria dos casos de febre amarela desde o ano passado, com 764 diagnósticos confirmados. A vacinação foi reforçada com 27,8 milhões de doses extras em cinco estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Bahia.

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