Em áudio, Joesley Batista combina gravação de Eduardo Cardozo, diz jornal

A entrega espontânea de áudios, pela JBS, que fazem com que o acordo seja reexaminado, e a reação da Procuradoria têm como objetivo manter a delação em , na tentativa de diminuir os danos do episódio para Joesley Batista e para a reputação de Janot. O procurador-geral acompanhou, calado, as declarações dos ministros.

Em nota conjunta Joesley Batista e Ricardo Saud confessaram que mentiram nas gravações.

Na gravação, segundo Janot, um dos donos da empresa, Joesley Batista, conversa com Ricardo Saud, diretor institucional do grupo J&F (ao qual a JBS pertence) e um dos delatores da Lava Jato.

"Como que o Marcello está tão afinado com a gente, o cara mandou escrever tudo hoje [anexos da delação], acabou, quarta-feira nós vamos entregar tudo cem por cento".

"O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público", diz o texto. Ele teve a portaria de exoneração assinada em 5 de março, com efeitos legais a partir de 5 de abril, quando foi publicada. De acordo com interlocutores da área jurídica, Cardozo disse ter se encontrado uma única vez com Joesley e Saud, que propuseram contratar o escritório ao qual o petista é sócio por R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Na semana passada, os advogados do presidente recorreram ao plenário do Supremo contra a decisão do ministro Fachin que rejeitou pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigação relacionada ao presidente que está em tramitação na Corte.

"Aí não pode botar lá, isso aí não pode". "Se tivesse ministros do Supremo no bolso, a presidente Dilma (Rousseff) ainda estaria no cargo", disse o ex-ministro, segundo relatos. "Quem nós temos no Supremo?"

Edition: