Coreia do Norte promete mais 'pacotes de presente' aos Estados Unidos

Ainda que admita que a realização destes testes por parte do regime de Pyongyang constitui uma "clara violação das resoluções das Nações Unidas" e que poderá conduzir a uma "catástrofe", Putin sustentou que é fundamental resolver a crise através da via diplomática.

Os participantes testemunharam diversos discursos que classificaram o teste nuclear como "um evento nacional auspicioso que deu grande coragem e força ao exército (norte) coreano e ao povo".

"Na Coreia do Norte preferem comer pasto do que renunciar ao programa [nuclear], se não se sentirem seguros", declarou o chefe de Estado russo, numa conferência de imprensa no final da cimeira dos países emergentes BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O regime elogiou o "marco sem precedentes" conseguidos pelo jovem Kim no desenvolvimento atómico do seu país e reafirmaram a sua postura de levar a cabo "os ataques preventivos mais implacáveis e fortes", se os Estados Unidos puserem em marcha uma guerra.

"Os Estados Unidos estão terrivelmente equivocados se acreditam que podem assustar ou persuadir a RPDC (República Popular Democrática de Coreia, nome oficial de Coreia do Norte) dizendo que 'todas as opções' estão em cima da mesa e impondo as piores sanções e pressão" sobre o país, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano. Putin disse mesmo que é "inútil e ineficaz" e que os norte-coreanos preferem "comer relva" a abandonar o seu programa nuclear.

Pyongyang acusou Washington de tentar "difamar" a Coreia do Norte, ao acusar o país de tentar começar uma guerra, e afirmou que "os comentários disparatados e beligerantes de 'fogo é fúria' de [Donald] Trump" demonstram que são os Estados Unidos que estão a "pedir guerra", ignorando a comunidade internacional.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, advertiu nesta quarta-feira (6), que se o regime norte-coreano não parar com as contínuas provocações, é possível que ocorra uma situação "imprevisível".

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