Copom reduz Selic em um ponto, para 8,25% ao ano

Por unanimidade, a taxa Selic passou de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano. A taxa é a menor desde maio de 2013 e implicará mudança na remuneração da poupança.

"Para a próxima reunião (em outubro), caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária", destacou o BC em comunicado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA registrou deflação de 0,23% em junho, a primeira variação negativa do índice em 11 anos.

Nos 12 meses terminados em abril, o IPCA acumula 3%, a menor taxa em 12 meses desde abril de 2007. Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%.

O Itaú Unibanco também anunciou nova redução nas taxas de juros de suas linhas de crédito para cliente pessoa física e jurídica, repassando integralmente o corte de 1 ponto porcentual na taxa básica (Selic) anunciado pelo Copom. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano ou ficar abaixo de 3%. A partir daí, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar. A inflação sob controle e a necessidade de reanimar a atividade econômica foram dois dos principais fatores que pesaram na decisão do BC de cortar os juros. De acordo com o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017.

Isso acontece porque, desde 2012, o cálculo dos rendimentos da poupança muda quando a taxa básica de juros está abaixo de 8,5%. Ao fazer o reajuste para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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