Cesta básica em Natal é a segunda mais barata do país

O "rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos" registrou o valor de R$ 2.106,00 no trimestre de maio a julho de 2017, valor levemente menor do que o verificado no trimestre anterior, quando ficou em R$ 2.111,00.

De acordo com o departamento, essa foi a quarta redução consecutiva no preço da cesta básica na capital sul-mato-grossense, sendo a sexta no ano.

As quedas mais expressivas em agosto foram registradas em Campo Grande (-7,09%), Salvador (-7,05%), Natal (-6,15%) e Recife (-5,84%).

Na avaliação mensal, dos treze produtos que compõem a cesta, oito registraram redução de preço, sendo os maiores recuos verificados nos produtos in natura: no tomate (-11,04%), no feijão (-6,21%) e na banana (-5,68%). Os menores valores foram observados em Salvador (R$ 332,10), Natal (R$ 336,12) e no Recife (R$ 340,54).

Em 12 meses, o valor da cesta básica apresentou redução em todas as cidades pesquisadas. Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 445,76), seguida por São Paulo (R$ 431,66) e Florianópolis (R$ 426,30).

No caso da cesta básica familiar, que tem uma quantidade de produtos para atender uma família com quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, o Dieese calcula que em agosto, na capital sul-mato-grossense, o seu custo foi de 1,14 vezes o valor do salário mínimo bruto (sem os descontos), o equivalente a R$ 1.065,27.

Para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 43,6% do salário mínimo fixado em R$ 937,00. Entre julho e agosto, houve predominância na queda dos preços dos produtos, com destaque para óleo de soja, açúcar, tomate, feijão, leite e carne bovina de primeira. Em agosto de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.991,40, ou 4,54 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

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