Família Batista, dona da JBS, vende Eldorado por R$ 15 bilhões

Em nota oficial divulgada no começo da tarde deste sábado (2), a Eldorado Brasil Celulose confirma que a fábrica de Três Lagoas foi vendida para o grupo Paper Excellence por R$ 15 bilhões.

Em comunicado, a holding que reúne os negócios dos irmãos Joesley e Wesley Batista, afirma que a transação será completada em 12 meses e, segundo fontes, os diretores da Eldorado continuarão na empresa até que os órgãos regulatórios aprovem a venda.

Para obter o total das ações, a Paper Excellence, também terá que comprar os papéis que estão nas mãos de fundos de pensão.

A Eldorado informou ainda que a operação observará os direitos dos fundos de pensão Petros e Funcef, previstos no acordo de acionistas firmado entre J&F e FIP Florestal, veículo de investimento das fundações na companhia. Em junho, a família Batista chegou a fechar um acordo de exclusividade com o grupo chileno Arauco, que teria se comprometido a pagar cerca de R$ 14 bilhões pelo negócio.

A Eldorado é um dos alvos da Operação Greenfield, que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Além deles, os grupos nacionais Fibria e Suzano demonstraram interesse pelo ativo.

No caso da Eldorado, houve uma disputa competitiva, com vários interessados - entre eles, sua maior rival Fibria. Desde então, vem crescendo por meio da aquisição de fábricas de celulose no Canadá e na Europa.Em nota, as empresas?manifestam satisfação com a conclusão das negociações, que atenderam aos interesses das partes?. A produção da Eldorado é de cerca de 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano.

A PE iniciou atividades em 2007, com uma fábrica no Canadá.

Atualmente, o Grupo Paper Excellence produz 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano (NBKP, LBKP e BCTMP). De acordo com a Paper Excellence, a aquisição é importante porque inclui no seu portfolio ativos de produção de celulose de eucalipto.

Além da Eldorado, a J&F já havia anunciado, nos últimos meses, a venda de suas ações na Alpargatas por R$ 3,5 bilhões e as plantas de processamento de carne em alguns países da América Latina (Argentina, Paraguai e Uruguai), por R$ 6 bilhões.

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