Delação de Guido Mantega deve ser devastadora

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega reconheceu que mantém uma conta bancária não declarada na Suíça e propôs um acordo ao Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal para evitar um eventual pedido de prisão preventiva. Mantega também é apontado pela Odebrecht como operador da propina a partir de 2011.

A delação de Mantega tem o potencial de ser tão avassaladora quanto a de Antonio Palocci, a quem teria substituído a frente do esquema. No termo de compromisso a pessoa não precisa reconhecer o crime, ela fornece informações e recebe benefícios em troca.

O acordo ainda não foi homologado pela Justiça Federal de Brasília.

A Polícia Federal investiga fraudes em aportes concedidos pelo BNDES por meio do BNDESPar (braço do banco que compra participações em empresas como forma de empréstimo) ao frigorífico JBS.

O sócio do Grupo J&F, Joesley Batista, afirmou em seu acordo de delação premiada que mantinha uma conta no exterior que era destinada a realizar pagamentos a Mantega. No depoimento, o empresário acrescentou que, sem a "pressão" do ex-ministro, a JBS não teria conseguido empréstimo para comprar a empresa Swift Argentina.

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