Sócrates denuncia "embuste" no caso PT com vídeo no Youtube

No vídeo, que dura mais de 11 minutos e que pelas 09:00 deste sábado tinha mais de 10 mil visualizações, Sócrates diz que "decidiu gravar estes pequenos vídeos em legítima defesa; em legítima defesa do último embuste que o Ministério Público pretendeu criar a propósito da PT". "Verdade" deve ter sido a palavra mais vezes repetida pelo ex-primeiro-ministro.

São, para o ex-primeiro-ministro, "infundadas e mal intencionadas" as acusações de que o Governo interferiu no desfecho da OPA.

"O fim do monopólio".

Sócrates começa por alegar que o seu executivo nunca defendeu os interesses dos administradores da PT, enaltecendo uma política de promoção da concorrência.

"No início do meu Governo a quota de mercado da PT na televisão era de 80%". Em 2011, essa taxa baixou para 53%. Finalmente, de internet, em 2004 a PT tinha 82%, em 2011 tinha apenas 49%. "Como podem acusar-me de estar ao serviço dos acionistas da PT quando foi o meu Governo que acabou com o monopólio que beneficiou a PT durante muitos anos?" - pergunta Sócrates.

"A OPA da Sonae". Pelo contrário, foi neutral. O ex-primeiro-ministro apresentou como prova uma cópia de um despacho do Ministério das Finanças em que, diz Sócrates, estará explícita a instrução de abstenção dada ao representado do Estado.

"O voto da Caixa Geral de Depósitos".

O voto da CGD é também visada, desmentido que tivesse dado instruções para que votasse contra a Sonae. Essa derrota consumou-se com "46,58% dos votos contra e 43,9% votos a favor" da OPA.

Sócrates aproveitou ainda para explicar que a entrada da PT na brasileira Oi permitiu ao Governo levantar o veto à venda da Vivo, pois a empresa portuguesa continuaria a atuar no Brasil. Para José Sócrates "os factos são muito poderosos". A internacionalização da PT permitia o sucesso da modernização tecnológica do país. Argumenta que "não passa de uma falsidade" e que o seu Governo foi de neutralidade.

"A parceria com a Oi".

Quanto à Oi, Sócrates lembra que a fusão com a PT só foi decidida três anos depois da parceria, em 2010, entre as duas empresas, já com o governo que sucedeu a Sócrates.

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