Economia portuguesa cresceu mais do que as previsões do INE

Mais expressiva é a comparação com o primeiro trimestre de 2017: entre janeiro e março do ano corrente e abril e junho, a subida foi de 0,3 por cento.

As exportações cresceram 8,2% (9,5% no primeiro trimestre) e as importações subiram 7,5% (8,8% no primeiro trimestre).

De acordo com o INE, o crescimento foi sustentado, essencialmente, na dinamização da procura interna.

Póvoa de Varzim, Porto, 31 ago (Lusa) - O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que o crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre é uma realidade que "desmente alguns preconceitos relativamente à inversão de políticas iniciadas há ano e meio".

"O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi negativo, verificando-se uma ligeira redução das Exportações de Bens e de Serviços". O consumo público tem vindo a desacelerar há, pelo menos, um ano, e nos últimos dois trimestres apresentou uma queda, que é cada vez mais pronunciada.

"A FBCF em equipamento de transporte foi a componente que mais contribuiu para a aceleração da FBCF no segundo trimestre, registando um aumento homólogo de 33,1% em termos reais (10,6% no trimestre anterior), influenciada em particular pelo comportamento da componente automóvel", salienta o INE. É preciso recuar até ao último trimestre do ano 2000 para encontrar um crescimento maior, nesse caso de 3,8% do PIB.

"São números muito encorajadores", disse, acrescentando que confirmam que "quer no emprego, quer no crescimento, quer nas exportações, quer sobretudo no investimento, [a política do Governo] está a dar muito bons resultados".

O INE destaca ainda "o crescimento mais intenso da FBCF em construção, passando de um crescimento homólogo de 8,6% no primeiro trimestre, para 9,5%" no segundo. Há 15 dias, previra-se um aumento de 2,8 pontos percentuais.

Já as importações cresceram 7,5% em termos homólogos, tendo desacelerado o crescimento em relação ao verificado no primeiro trimestre (+8,8%), "refletindo a desaceleração das duas componentes": as importações de bens aumentaram 7,7% no segundo trimestre (abaixo dos 8,3% no trimestre precedente) e as de serviços aumentaram 6,6% (após um crescimento de 12,2% no primeiro trimestre).

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