Jerry Lewis, lenda da comédia, falece aos 91 anos

Segundo o agente do ator, Jerry faleceu nesta manhã em sua casa em Las Vegas, Nevada.

O seu caminho para o êxito mundial começou com a dupla que fez com Dean Martin, em 1946, que ficou conhecida simplesmente como Martin e Lewis e encheu os clubes noturnos de Los Angeles.

Lewis conheceu o sucesso em filmes, na televisão, nas casas noturnas, no palco da Broadway e na sala da universidade. Por isso, Lewis mereceu a alcunha de o Rei da Comédia, embora críticos de sua época questionassem seu talento. Quase sempre mais reconhecido na Europa do que nos EUA - entre as muitas distinções que recebeu inclui-se o grau de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra do estado francês, atribuído em 1984 -, o certo é que Jerry permaneceu no coração do público americano, liderando ao longo de 46 anos (até 2014) uma maratona televisiva (telethon) para angariação de fundos a favor do tratamento de crianças com distrofia muscular.

Seu último filme, lançado no ano passado, foi "A Sacada", em que faz um papel secundário.

A química era simples e forte: o cantor seguro de si e o comediante endiabrado, o polido irmão mais velho e o moleque aloucado. Esta parceria acabou em 1956, ao fim de 10 anos. Mas uma reaproximação real só ocorreu após a morte de Dino, o filho de Martin, em um acidente de avião em 1987. Jerry tornou-se conhecido pelos filmes de comédia pastelão como O Professor Aloprado (1963), O Terror das Mulheres (1961) e O mensageiro trapalhão (1960). Para acertar a participação dele, os produtores do filme entraram em contato com uma de suas noras, que é brasileira.

"Jerry viveu para fazer o mundo rir e nós rimos por décadas".

Lewis ganhou grande popularidade na Europa era constantemente aclamado por alguns críticos franceses da revista Cahiers di Cinéma, em parte também por ter tomado controle da maioria de seus filmes, comparável a Howard Hawks e Alfred Hitchcock. "Não importa quando ou como".

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