Xenofobia e racismo crescem nos EUA — ONU

Protesto estudantil em 2014 na Venezuela.

"O racismo, a xenofobia, o anti-semitismo e a islamofobia estão a envenenar as nossas sociedades", escreveu nesta terça-feira o secretário-geral das Nações Unidas. Questionado sobre seu posicionamento quanto à repressão das autoridades a manifestações, o dirigente afirmou que "a América Latina lutou com sucesso, nas últimas décadas, para libertar-se tanto da intervenção estrangeira, quanto do autoritarismo".

Guterres insistiu mais uma vez em que a solução para a crise venezuelana só pode ser política e instou o executivo do Presidente Nicolás Maduro e a oposição a retomarem o diálogo.

António Guterres felicitou os quenianos pelo pleito pacífico de terça-feira e pediu aos líderes políticos concorrentes às eleições que peçam aos seus simpatizantes para porem fim à violência, que já provocou dezenas de mortes. "Eu apoio -- esses esforços", disse o secretário-geral.

Nesse sentido, o secretário-geral da ONU ofereceu-se para mediar um possível diálogo entre o regime de Pyongyang e as grandes potências internacionais. "Nós nos lembramos do enorme sofrimento causado pela Guerra da Coreia, que começou há 67 anos".

Em resposta aos comentários de Donald Trump, o secretário-geral das Nações Unidas fez um apelo através do Twitter, uma rede social que raramente usa. Diretiva impõe sanções contra a Coreia do Norte, impondo uma proibição total da exportação de carvão, ferro e minério de ferro. "Trata-se de um resultado que merece ser protegido", disse Guterres à mídia. "Eu chamo todos os Estados-membros a cumprir plenamente com suas obrigações relacionadas (à resolução)".

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