Polícia Federal cumpre mandados em Uberlândia durante Operação 'Hammer-On'

Segundo a Polícia Federal em Campinas, o inquérito policial foi instaurado em março de 2013, após fiscalização da Receita Federal constatar sonegação fiscal em uma distribuidora de combustíveis de Paulínia, no interior do Estado de São Paulo.

As investigações, iniciadas em 2015, tiveram como foco um grupo criminoso composto de cinco núcleos interdependentes que utilizavam contas bancárias de várias empresas, em geral fantasmas, para receber vultosos valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros provenientes do exterior, especialmente do Paraguai.

Cerca de 300 policiais federais e 45 servidores da Receita Federal estão cumprindo 153 ordens judiciais expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, sendo dois mandados de prisão preventiva, 17 de prisão temporária, 53 condução coercitiva e 82 de busca e apreensão em várias cidades do Paraná, de São Paulo, do Espírito Santo, de Minas Gerais e Santa Catarina. Taiwan Gerhardt e Twrone Gerhardt foram presos temporariamente e atuam na casa de câmbio Atlas.

Segundo a PF, o dinheiro "sujo" era depositado em contas das companhias ligadas ao grupo criminoso e, depois, enviado para fora do Brasil.

Os investigados responderão pelos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, crimes de mineração, evasão de divisas, crimes de mineração e falsificação de papéis públicos, com penas de seis meses a dez anos de prisão e multa.

A operação, batizada de Hammer-on, é um desdobramento das operações Sustenido e Bemol, deflagradas pela Polícia Federal e pela Receita Federal de Foz do Iguaçu/PR, respectivamente, em 2014 e 2015. Segundo a PF, os brasileiros que contrataram a organização criminosa para pagar os fornecedores paraguaios, bem como para ocultar dinheiro de origem criminosa, também foram alvos de investigação. Em referência à teoria musical, na operação Hammer-on, ¿com uma só mão¿, ligaram-se duas ¿notas musicais¿ (intermediários e demandantes), diz a PF.

Na operação Hammer-on, os demandantes dos serviços prestados pelos intermediários também foram investigados.

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal darão mais detalhes sobre a operação em uma entrevista coletiva às 10h, em Foz do Iguaçu.

Segundo a polícia, estas ordens de pagamento eram baseadas em contratos fraudulentos de câmbio juntamente com empresas, algumas delas fantasmas.

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