PF faz operação de combate a crimes contra o sistema financeiro

Todas as obras federais de 2000 a 2011 são investigadas. A suspeita é que o grupo tenha movimentado ilegalmente 30 milhões de reais. Mais de 50 policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Glorinha e em Brasília. Os contratos de assessoria entre a entidade e as empresas de fachada eram usados para dar aparência de legalidade às operações financeiras de retirada de valores.

O primeiro desdobramento da Lava-Jato no Rio Grande do Sul é realizada na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal (PF), que deve cumprir cinco mandados de busca e apreensão. A movimentação ilegal desses recursos, no Brasil e no exterior, sua origem e sua destinação, são objeto de investigação pela Operação Étimo.

“Com dados obtidos a partir do compartilhamento das informações da 26ª fase da Operação Lava Jato (Operação Xepa), foi possível aprofundar as investigações sobre esquema envolvendo a lavagem de dinheiro por meio de entidade associativa ligada a grandes empreiteiras”, diz a nota da PF.

Em 22 de março de 2016, a Operação Xepa fez uma devassa na Odebrecht, cumprindo seis mandados de prisão, entre temporários e efetivos, contra executivos e doleiros da empreiteira. As investigações começavam então a se debruçar sobre o setor de operações estruturadas da empreiteira, que ficou conhecido como "departamento da propina". Na época foram descobertas planilhas de controle dos pagamentos de propina da Odebrecht. A Operação Étimo, nome dado em referência à origem das informações que possibilitaram o aprofundamento das investigações, ocorre em meio à apuração de crimes de lavagem de dinheiro, contra o sistema financeiro e corrupção. Étimo é um termo que exprime a ideia de origem, que serve de base para uma palavra, a partir da qual se formam outras. Os investigadores identificaram "pagamentos sistemáticos" com entregas de valores em moeda no Brasil e transferências no exterior.

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