Delação premiada de Eduardo Cunha é negada por procuradores

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Brasília negaram a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-deputado Eduardo Cunha.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o principal motivo da suspensão das tratativas seriam as promessas "inconsistentes e omissas" de Cunha em delatar políticos com quem mantinha vínculos estreitos.

Os depoimentos do ex-deputado eram dos mais esperados, devido à proximidade que ele tinha com vários políticos, inclusive com Michel Temer. No entanto, segundo a Revista Época, as denúncias apresentadas pelo político não foram comprovadas. Como a Folha de S.Paulo informou em julho, os investigadores vinham insistindo para que Cunha apresentasse informações sobre uma conta ou um trust em paraíso fiscal que pudesse ter ligação direta com Temer.

No entanto, os procuradores passaram a estranhar a estratégia adotada pelo ex-deputado nas últimas semanas, em que ele "prometia muito e entregava pouco".

Segundo o Globo, essa fonte afirmou que Cunha apresentou intencionalmente uma delação branda para que ela fosse rejeitada pelo atual procurador-geral Rodrigo Janot. Cunha também acredita que sem Janot, seria mais fácil conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cunha está preso em Curitiba desde 20 de outubro de 2016. Ele foi condenado no dia 31 de março a 15 ano e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, na decisão do juiz Sérgio Moro.

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