Xingamento e indiretas marcam guerra verbal entre EUA e Coreia do Norte

Em uma reunião extraordinária realizada em seu campo de golfe, em Bedminster, Trump disse a repórteres que "é melhor a Coreia do Norte não fazer mais nenhuma ameaça aos EUA".

No Twitter, o presidente escreveu que "as soluções militares estão prontas para serem usadas caso a Coreia do Norte atue de forma imprudente".

Acusado pelo regime de Kim Jong-un de ter "perdido a razão", Donald Trump afirmou na quinta-feira que as suas ameaças de "fogo e fúria" contra a Coreia do Norte "talvez não tenham sido suficientemente fortes".

A troca de ameaças entre os líderes dos dois países tem vindo a subir de tom, sobretudo depois de Pyongyang ter ameaçado atacar, com armas nucleares, posições norte-americanas.

Trump orientará o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, para determinar se uma investigação é justificada de "qualquer uma das leis, políticas, práticas ou ações da China que possam ser pouco razoáveis ou discriminatórias", afirmou a autoridade.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte e destino de mais de 90% do comércio externo desta, tendo votado favoravelmente as mais recentes sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovadas por unanimidade na passada semana. Trump disse acreditar que a parceria sino-americana pode aprofundar seu desenvolvimento e está disposto a visitar oficialmente a China. Foi na data que os EUA comemoram sua independência que a Coreia do Norte realizou um bem sucedido teste de míssil balístico intercontinental.

Por sua vez, os norte-coreanos têm detalhado planos para lançar mísseis na região do território americano de Guam, no Pacífico. A linguagem dura de Trump é encarada em Pequim como contraproducente, numa altura em que seria necessário aguardar pelo efeito das sanções, que impõem um embargo a algumas das principais exportações norte-coreanas. Pequim considera que este equipamento representa uma ameaça à sua segurança, já que seu raio de alcance inclui partes do território chinês.

Após renovarem diversos recordes seguidos, os índices acionários de Nova York deram prosseguimento ao movimento baixista, após a tensão entre Washington e Pyongyang acelerar.

Ontem o The Washington Post afirmou que a Coreia do Norte é capaz de miniaturizar uma ogiva nuclear. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, alertou que o risco de conflito "é muito elevado".

Essa última possibilidade preocupa a Coreia do Sul e o Japão, onde uma resposta da Coreia do Norte a um ataque poderia custar muitas vidas.

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