Costa não vai "rasgar o contrato" com o SIRESP

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que as falhas do SIRESP resultaram "do colapso" da Portugal Telecom. "E, portanto, colapsam as comunicações", declarou Costa em uma entrevista ao jornal semanal "Expresso".

"É inadmissível que as redes de comunicações junto as estradas nacionais que já têm calhas técnicas não estejam enterradas e continuem com os cabos aéreos", disse Costa.

António Costa remeteu as suas declarações para as conclusões do relatório preliminar do Instituto de Telecomunicações, divulgado esta semana.

"O que falhou foi que grande parte daquela rede (de emergência, do SIRESP) assenta na rede fixa da PT; a rede fixa da PT assenta em cabos aéreos que, obviamente, numa zona florestal que está a arder, ardem".

A rede SIRESP, resultado de uma colaboração público-privada que presta serviço ao Estado português por meio de um contrato assinado em 2005 pelo próprio Costa, então ministro de Administração Interna, esteve no olho do furacão desde então.

Apesar dos problemas que esta rede seguiu registrando nos últimos dias, Costa se recusa a nacionalizar a SIRESP ou romper o contrato que mantém com a administração, e argumenta que o caminho para solucionar o problema é introduzir melhorias técnicas. António Costa, por sua vez, discutiu o tema com o patrão daAltice, PatrickDrahi.

Ou a PT melhora "ou o SIRESP terá de arranjar outra operadora que não a PT para suportar as comunicações, porque a verdade é que houve umas [operadoras] que mantiveram o funcionamento e outras colapsaram", afirma António Costa.

De acordo com o Expresso, o Governo está a pressionar o próprio SIRESP a exigir melhores serviços da PT.

O Expresso referiu ainda que o "Governo prepara-se para anunciar uma descida dos preços cobrados pelas Infraestruturas de Portugal (IP)" e, na próxima segunda-feira, "os preços cobrados pela IP para a oferta comercial de Canal Técnico Rodoviário terão uma descida de 50%".

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