Virgínia declara emergência em protesto de extrema-direita

Houve ofensas verbais e confronto, que incluiu golpes com as tochas e uso de sprays de pimenta.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou "tudo o que representa o ódio" e apelou à unidade, depois dos confrontos violentos na marcha supremacista branca em Charlottesville, no Estado da Virginia.

Grupos de extrema-direita alegam que o avanço de direitos para imigrantes e negros levaria à sua extinção. "Sim, eu sou nazista, eu sou nazista, sim", anunciou um dos presentes no evento em entrevista à CNN.

Manifestantes gritam palavras de ódio contra homossexuais, negros, judeus e imigrantes.O governador do estado americano da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou neste sábado (12/08) situação de emergência devido a um protesto de um grupo de extrema-direita na cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos.

O governador do estado de Virgínia, nos EUA, decretou o estado de emergência depois de manifestantes supremacistas brancos terem atacado opositores anti-racistas a caminho da concertação fascista marcada para este sábado, batizada de "Unite the Right". Durante a Guerra Civil do país (1861-1865), os chamados Estados Confederados buscaram independência para impedir a abolição da escravatura. Atualmente, várias cidades americanas vêm retirando homenagens a militares confederados - o que tem gerado alívio, de um lado, e fúria, de outro.

Estátua do confederado Robert E. Lee, que o governo da Virgínia pretende retirar. Os estudantes que estavam ainda no campus, tal como algumas pessoas que participavam numa missa dentro da igreja de São Paulo, envolveram-se em confrontos com o grupo que envergava bandeiras da Confederação, cruzes e tochas, e entoou slogans como "Vocês não nos vão conseguir substituir!" ou "As vidas dos brancos importam!", um contraponto com a campanha "As vidas dos negros importam" (Black Lives Matter) que começou como crítica à violência policial sobre a população negra, que alguns ativistas consideram desproporcional em relação aos seus "crimes".

A polícia, que acompanhou todo o protesto de longe, interviu e separou os dois grupos, enquanto ambulâncias se deslocavam ao local para socorrer os feridos. No entanto, o número exato não foi informado.

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